Coisas que esqueci de escrever, mas nunca é tarde:
1) Tenho medo quando estou esperando o metrô na plataforma. Sabe por que? Eu olho os trilhos e sinto que eles me chamam. Eles ficam lá, e eu na plataforma. Eles lá, eu na plataforma. Eles lá, eu na plataforma. Eu na plataforma, e as pessoas lá. O metrô chegando. Algo de mim nos trilhos e o tumulto formado. Não permitam que eu chegue perto do metrô, se eu estiver deprimida. Por enquanto, prometo me manter atrás da linha amarela.
2) Minha avó morreu no dia 3 de outubro de 2003, dois dias antes de completar 93 anos. Ela estava muito doente e, vivia na cama, dependia de nós para tudo. Minha mãe estava em depressão até pouco tempo. E há um mês e pouco, minha avó falou com minha mãe. Meus pais são espíritas e eu tenho uma grande tendência a ser também. Eles frequentam um centro em Ibiza e, minha vozinha linda compareceu em uma das sessões. Ela disse para minha mãe que estava muito triste por vê-la daquele jeito. E que não queria que a filha acabasse como ela: paralítica, dependente e sem memória. Minha mãe está muito melhor agora. Eu agradeço a Deus por ter deixado minha avó conversar com ela. Há duas semanas fui a sessão. Minha avó não veio, talvez porque já tenha feito sua parte. Mas se ela tivesse aparecido, eu diria: Desculpa por não estar com vc o dia em que morreu. Obrigada por ter cuidado de mim durante toda a minha vida. Eu te amo. Aliás, falaria a mesma coisa para minhas duas avós.
3) Quando minha avó materna morreu, eu estava envolvida com o meu TCC. E não ia para Ibiza há alguns finais de semana. Quando minha avó paterna morreu, eu estava no ginásio. Não sei porque, mas não a visitava há algum tempo. E ela morava na rua ao lado da minha. No dia que ela faleceu, eu voltei do colégio e passei em frente a casa dela. Ela estava na varanda, acenou para mim e eu para ela. Disse qur iria visitá-la logo. Não deu tempo. Naquele dia a tarde, ela passou mal. Foi internada. E faleceu no outro dia. Nos dois velórios, eu chorei e beijei a face gelada das duas. Às vezes, me sinto culpada. Só que sei que não há motivo. Mas há culpa, mesmo assim.
1) Tenho medo quando estou esperando o metrô na plataforma. Sabe por que? Eu olho os trilhos e sinto que eles me chamam. Eles ficam lá, e eu na plataforma. Eles lá, eu na plataforma. Eles lá, eu na plataforma. Eu na plataforma, e as pessoas lá. O metrô chegando. Algo de mim nos trilhos e o tumulto formado. Não permitam que eu chegue perto do metrô, se eu estiver deprimida. Por enquanto, prometo me manter atrás da linha amarela.
2) Minha avó morreu no dia 3 de outubro de 2003, dois dias antes de completar 93 anos. Ela estava muito doente e, vivia na cama, dependia de nós para tudo. Minha mãe estava em depressão até pouco tempo. E há um mês e pouco, minha avó falou com minha mãe. Meus pais são espíritas e eu tenho uma grande tendência a ser também. Eles frequentam um centro em Ibiza e, minha vozinha linda compareceu em uma das sessões. Ela disse para minha mãe que estava muito triste por vê-la daquele jeito. E que não queria que a filha acabasse como ela: paralítica, dependente e sem memória. Minha mãe está muito melhor agora. Eu agradeço a Deus por ter deixado minha avó conversar com ela. Há duas semanas fui a sessão. Minha avó não veio, talvez porque já tenha feito sua parte. Mas se ela tivesse aparecido, eu diria: Desculpa por não estar com vc o dia em que morreu. Obrigada por ter cuidado de mim durante toda a minha vida. Eu te amo. Aliás, falaria a mesma coisa para minhas duas avós.
3) Quando minha avó materna morreu, eu estava envolvida com o meu TCC. E não ia para Ibiza há alguns finais de semana. Quando minha avó paterna morreu, eu estava no ginásio. Não sei porque, mas não a visitava há algum tempo. E ela morava na rua ao lado da minha. No dia que ela faleceu, eu voltei do colégio e passei em frente a casa dela. Ela estava na varanda, acenou para mim e eu para ela. Disse qur iria visitá-la logo. Não deu tempo. Naquele dia a tarde, ela passou mal. Foi internada. E faleceu no outro dia. Nos dois velórios, eu chorei e beijei a face gelada das duas. Às vezes, me sinto culpada. Só que sei que não há motivo. Mas há culpa, mesmo assim.
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